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quarta-feira, 14 de julho de 2010

O Enem deve substituir o vestibular?

Apesar das mudanças serem boas, o novo vestibular não muda a imaturidade dos jovens que tem que escolher uma profissão aos 17 anos
A maratona de vestibulares pode estar com os dias contados. Este ano, o Ministério da Educação (MEC) lançou o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que passou a ser adotado como forma de seleção pela maioria das universidades federais do país. A ideia é que, no futuro, ele funcione como uma prova única, cuja nota valerá para a peneira em todas as faculdades brasileiras. Será que é uma boa?

A revista Mundo Estranho ouviu a opinião de alguns especialistas como: Nilson Machado, prof. da Faculdade de Educação da USP e um dos criadores do Enem; Miguel Roberto Jorge, pró-reitor de graduação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep); Ministério da Educação (MEC); União Nacional dos Estudantes (UNE); Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp).
Os prós de um vestibular único
• O acesso ao ensino superior fica mais justo e menos elitista. Ao estimular a capacidade de análise, a prova do Enem diminui o decoreba da maioria dos vestibulares tradicionais, que beneficiam quem tem dinheiro para se preparar em cursinhos especializados nesse formato robótico

• Com o Enem, fazendo só um exame, o aluno pode se candidatar a até cinco faculdades diferentes. Além de acabar com a maratona de provas, ajuda no lado financeiro. Hoje, a inscrição de um vestibular pode sair por mais de R$ 100, o que afasta os mais pobres. Segundo a Unesco, só 30% dos jovens brasileiros estão num curso superior, contra 52% no Chile e 87% na Europa

• Aplicado em mais de 1 800 cidades, o Enem facilita a vida dos milhões de vestibulandos que moram longe das grandes cidades e poderão fazer a prova mais perto de onde vivem. Como o exame é válido para várias universidades, também gera maior mobilidade e integração. Por exemplo, alguém do Piauí pode tentar uma faculdade no Paraná sem ter que cruzar o país para isso

• O vestibular tradicional, focado no decoreba, tem piorado o ensino médio no Brasil, uma vez que muitas escolas se preocupam apenas em preparar os jovens para esse tipo de prova. Com o Enem servindo de peneira, os colégios serão obrigados a ensinar seus alunos a refletir, e não só a repetir

Os contras de um vestibular único
• Mesmo diminuindo o decoreba, o Enem ainda é elitista. Afinal, quem vive em famílias e regiões mais ricas, com mais acesso à cultura, acaba sendo melhor preparado e sai favorecido num exame único para todos. E quem pode pagar uma faculdade particular segue com mais chances de entrar num curso superior, pois tem mais opções de escolha

• Um vestibular único não acaba com o problema da falta de maturidade dos jovens para escolher uma profissão aos 17 anos. Por exemplo, a escolha do curso errado e a falta de preparo para encarar a faculdade são os principais motivos pelos quais 20% dos que entram na USP abandonam os cursos

• Se facilita a vida de muitos, o exame único também pode atrapalhar a vida de todos. Não podemos nos esquecer dos problemas recorrentes de falhas de segurança nos vestibulares, com roubo de gabarito, cola etc. Nesse sentido, anular um vestibular adulterado, entre vários que existem, é uma coisa - no caso de alguma fraude no Enem, anular toda a prova nacional seria bem problemático

• O argumento de que o Enem vai melhorar o ensino médio é uma falácia. Na verdade, o governo está fugindo da responsabilidade de investir na melhoria da escola pública com uma solução mais simples e ineficaz: a mudança no acesso para o ensino superior

Texto original no seguinte site: http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/enem-deve-substituirvestibular-495026.shtml

Mistérios do universo fortalecem área de pesquisa na astronomia

Bom então minha primeira matéria nesse blog falará sobre profissão. O você ser quando conclui a faculdade? Ou melhor você já sabe qual curso irá fazer? Bom a matéria que segue tratará de uma profissão muito atraente e interessante. Qual será ela? Leia o texto abaixo para saber. O texto foi extraido do seguinte site: http://g1.globo.com/especiais/Guia-de-carreiras/noticia/2010/07/misterios-do-universo-fortalecem-area-de-pesquisa-na-astronomia.html lá você encontrará mais informações videos, infográficos etc. Segue o texto então:

Os mistérios do universo que ainda precisam ser desvendados tornam a área da pesquisa um dos principais nichos de mercado da astronomia. Mas engana-se quem pensa que a carreira exige somente curiosidade e admiração pelo céu. Para ser astrônomo é necessário ter muita habilidade com as ciências exatas.


“Em função dos avanços tecnológicos a pesquisa se tornou uma área muito forte. Os sistemas planetários podem ser melhor estudados com sondas espaciais, na parte espacial podemos decobrir planetas fora do sistema solar. Também há a astrobiologia que explora as condições de vida fora da Terra”, afirma Jane Gregorio Hetem, chefe do departamento de astronomia da Universidade de São Paulo (USP).
Além de investir na área de pesquisa ou na vida acadêmica, o astrônomo pode, ainda, trabalhar em museus, observatórios e indústrias de tecnologia avançada.
Apesar do cenário promissor as opções de instituições de ensino ainda são escassas. O curso mais antigo do país é o do Observatório Valongo, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, que existe há 52 anos. No ano passado, cada uma das 20 vagas disponíveis no vestibular foi disputada por uma média de seis candidatos.
A USP criou a graduação em 2009 e oferece apenas 15 vagas anuais. No último vestibular, a concorrência foi de 11,3 candidatos por vaga. A oferta restrita é proposital. Jane Gregorio diz que o mercado para o astrônomo é amplo em opções, mas o número de vagas ainda é reduzido. "Além do mais, prezamos pela qualidade. Queremos um profisssional bem preparado", afirma.
O curso, com quatro anos de duração, é bastante teórico, mas exige visitas a observatórios, de preferência longe de São Paulo, onde o céu é mais limpo. “A iluminação pública provoca um brilho no céu que chamamos de poluição luminosa. Isto atrapalha a visualização de estrelas”, diz o astrônomo Mairan Teodoro.

Teodoro que sonhava em ser astrônomo desde menino, conta que o profissional de hoje passa mais tempo dentro de uma sala processando imagens captadas pelos telescópios do que observando o céu. “O astrônomo usa teorias físicas e modelos matemáticos para tentar entender o universo. Também é preciso desenvolver uma capacidade de trabalhar muitas horas em frente ao computador", diz.

A carreira exige conhecimento avançado em tecnologia. Os telescópios gravam as imagens como se fossem fotografias e as transfere ao computador em forma de arquivos. Depois é necessário tratá-las para eliminar ruídos.

A tecnologia também ajuda o astrônomo a se aproximar de universos do mundo todo. Na USP, há uma estação de observação onde são reproduzidas as imagens de observatórios no Chile.

BUSCANDO PARCERIAS

Olá pessoal, esse blog tem por objetivo ajudar vestibulandos a se prepararem para vestibulares. Desta maneira estou buscando parcerias com professores e alunos para fazermos desse blog um lugar ideal para os vestibulandos. O blog está precisando de pessoas para escrever sobre exatas, humanas, biológicas e linguagem e códigos. Além desses também, estou pensando em criar um espaço para discutir informações para o ENEM. Desta forma os interessados em participar desse blog por favor façam uma postagem deixando seu email, de preferencia o msn para conversarmos melhor. Então até mais pessoal. Sejam Bem Vindos!!!!